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Por que estudar Vedanta?

 

 

"Vedanta é um método impessoal de auto-investigação.

O primeiro estágio é ouvir com uma mente aberta, colocando de lado suas visões pessoais. Ouvir sem julgamento é difícil, mas não impossível. Se você se perceber tentando decidir se gosta ou não do que está ouvindo, não está ouvindo. Não há nada para gostar ou não gostar, há apenas algo a conhecer. Se você ouvir sem preconceito, as palavras farão completo sentido, mas se você estiver buscando por uma explicação da realidade que se encaixe na sua visão pessoal, Vedanta não é para você. Se você se render a esse processo, terá êxito."  James Swartz

 

 

 

Desde muito cedo nos identificamos com um eu, uma identidade aparentemente separada do TODO e de todos.

A partir daí, nos sentimos inadequados, incompletos, imperfeitos... É como se houvesse sempre um pensamento de fundo: "Há algo de errado comigo, Algo me falta, Eu preciso de alguma coisa". E por isso buscamos.

Buscamos nos livrar dos sentimentos de inadequação e incompletude, que se pensarmos bem, nos acompanham tanto em nossos fracassos quanto em nossas conquistas, talvez com uma única diferença: o tempo em que esses sentimentos levam para se manifestar.

Se julgamos que fracassamos em algo, o sentido de inadequação é imediato. E se julgamos que tivemos sucesso em algo? Bem, daí ficamos felizes. Mas por quanto tempo?

Absorvemos o mundo através dos cinco sentidos e portanto acreditamos que somos o corpo, os pensamentos, os sentimentos que experimentamos. Numa identificação compulsiva com o corpo sutil (ego/mente/intelecto) e com objetos de experiência, perdemos a percepção da única "coisa" que vai dar conta de nos satisfazer permanentemente: o reconhecimento do Ser completo e perfeito que já somos, neste exato instante.

E essa sim é a causa primordial disso que parece ser um ruído de fundo: por mais que eu tenha sucesso em conseguir o que quero e evitar o que não quero, o desconforto retorna, mais cedo ou mais tarde.

Podemos dizer então que a vida dos indivíduos se resume a, inconscientes, brincar na eterna gangorra da dualidade - do desejo X aversão, do prazer X dor e assim, esse buscar incessante e automático, polvilhado por momentos de contentamento, tão fugazes quanto ineficazes, segue em vigor.

Essa busca interminável gera agitação mental e sofrimento, dos quais o indivíduo busca se livrar, afinal, ninguém gosta de se sentir limitado.

Como? Através da obtenção de mais objetos de experiência. Objetos "diferentes"... "melhores"... "maiores"... "mais caros", mais "prazerosos".... “mais espirituais” ... e a lista segue.

A certa altura, começamos a correr atrás de “baratos espirituais”, na dependência de gurus, satsangs, iniciações ou práticas, pensando que o reconhecimento do Ser completo e perfeito que já somos nesse exato instante, é mais um objeto, ou algo que possa ser produzido através de uma experiência mística emprestada.

Mas acontece que objetos de experiência, quaisquer que sejam elas, jamais poderão preencher esse "buraco negro imaginário". 

 

Perfeito.

Mas se é assim que a vida se apresenta, numa sucessão de resultados catalogados como bons ou ruins, de acordo com preferências pessoais e aleatórias, porque será que seguimos acreditando que algum objeto, algum dia talvez no futuro, vá dar conta de nos livrar desse sentimento de inadequação? De nos deixar permanentemente satisfeitos? De acabar com o nosso sofrimento?

Por que será que não percebemos que qualquer que seja o objeto conquistado ou evitado - seja concreto como um carro, abstrato como uma sensação ou sutil como uma experiência mística - jamais tranquilizará essa inquietude de modo permanente?

Basicamente por que o “véu de Maya” encobre nossa percepção gerando muitas camadas de inconsciência e, distraídos por nossos sentidos, seguimos inconscientes e ignorantes, sem nunca parar para analisar a natureza lógica de nossa experiência.

E esse é o programa do qual fazemos parte.

 

 

O que fazer então? Será que existe saída para esse sofrimento?

 

Sim, felizmente existe.

VEDANTA (literalmente, fim dos Vedas), que é o meio de conhecimento que desfaz a ignorância - as crenças e opiniões que você tem a seu respeito e que não permitem que você aprecie quem realmente é e que portanto te impulsionam a continuar buscando - ao revelar a natureza do Ser, apresenta a porta de saída direta, através do Jnana Yoga, ou estudo sistemático e da aplicação do conhecimento contido nas escrituras sagradas - Upanishads, Bhagavad Gita e Brahma Sutras. Mas para que isso seja possível, a mente do investigador deve estar qualificada, caso contrário, algum preparo pode ser necessário.

Ao se reconhecer como a Consciência, como o Sujeito ou o Ser - livre, completo, neutro, infinito, sempre existente, no qual tudo se manifesta e é testemunhado - a ideia de dependência de qualquer objeto passa a ser absurda e revela claramente ao indivíduo toda a sua ineficiência.

Essa mudança de perspectiva, ou desidentificação com o que ele pensava que era, provoca um sentido permanente de completude e segurança que não pode ser roubado, e o indivíduo encontra enfim a paz que buscava.

Mukti (ou Moksa) nada mais é do que essa liberdade da dependência de qualquer objeto.

 

Te convido a iniciar essa jornada em direção a quem você é. Cada um de nós tem o equipamento perfeito para realizar a plenitude do Ser, contanto que estejamos dispostos a colocar um esforço sincero e intenso em ação para desenvolver as qualificações necessárias. Do contrário, seremos carregados pela corrente, pela ignorância, pela programação inconsciente, sem jamais termos o vislumbre de nossa perfeição.

 

 

 

Cristina Di Dário, aluna de James Swartz desde novembro de 2014.

 

 

 

 

 

 

 

Vedanta é um caminho completo, que provisoriamente te aceita como um indivíduo e então, lenta e gradualmente te leva para fora do problema da limitação, te mostrando conforme você caminha,

o que é o Ser e o que é a ignorância.

 

 

Iluminação no Vedanta é chamada de atma-anatma viveka e significa discriminação entre o Ser e o aparente ser. 

 

Vedanta destrói as crenças, opiniões e ideias que você tem sobre si, que obstruem o caminho da sua apreciação por quem realmente é. 

Introdução ao Vedanta • Curso de um ano

A Shiningworld oferece um Curso Introdutório de Vedanta baseado no livro "A Essência da Iluminação" (em processo de tradução) de James Swartz. Todos os capítulos tem uma série de perguntas ao seu final e estão listados abaixo. As respostas relevantes serão encontradas ao final de cada capítulo. 

Com a permissão de James, estamos traduzindo as lições para o português, mas se você compreende Inglês e prefere ler os textos no original, clique aqui.

Para Baixar as Lições

Para ler as lições

no site (em Inglês)

Sobre James Swartz

Meu nome é James Swartz e nasci em Butte, Montana em 1941.  Cresci em Lewiston, Idaho e tive uma infância muito feliz.

No entanto, o pequeno mundo de Lewiston não podia me conter e com 17 anos fui embora para uma escola preparatória militar em Minnesota.

Passei dois anos em uma faculdade de artes em Wisconsin, fui expulso por razões disciplinares e entrei para a Universidade da Califórnia em Berkley em 1963.

Seis meses antes de me formar, fugi para o Havai onde iniciei um pequeno comércio de sucesso. Mas algo estava terrivelmente errado; aos 26 anos eu havia me tornado alcólatra, fumante, glutão e adúltero e a vida, com todo respeito, não valia a pena ser vivida.

Um dia, num posto dos correios em Waikiki, eu tive uma epifania que mudou o curso da minha vida e me colocou no caminho para a libertação. Você pode fazer o download da minha estória para saber o que aconteceu. Para saber mais a respeito da minha incrível jornada, leia Mystic By Default (em inglês apenas). 

Conhecer Ramji, é amá-lo.

A vida de James tem sido uma exótica jornada ao redor do mundo, incluindo uma dose pesada de erudição indiana, mahatmas e estórias sobrenaturais. Quando James havia perdido toda a sua esperança de encontrar moksa, retornou aos estados Unidos, onde finalmente conheceu seu verdadeiro Guru, Swami Chinmayananda Saraswati. 

Swami Chinmayananda era um homem santo, muito famoso e respeitado na Índia, tendo estudado por anos com Swami Shivananda às margens do Rio Ganges. Tão popular quanto Vivekananda, Chinmayananda atraía milhares de devotos em cada cidade pela qual passava em todo mundo. Fundou a Chinmaya Mission, escreveu dezenas de composições aos Upanishads, Brahma Sutras e Bhagavad Gita.  

James tornou-se seu discípulo, estudando, vivendo e viajando com ele por 4 anos. Desde então, desenvolveu uma paixão por desmistificar o Vedanta para uma audiência Ocidental, que muito necessita dessa sabedoria. Ele tem estudado, ensinado e traduzido Vedanta pelos últimos 45 anos, conservando os mesmos olhos radiantes e bom humor em suas palestras e cursos ao redor do mundo. 

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